Imagem capa - Sobre morte e renascimento por Teca Avelar Fotografia
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Sobre morte e renascimento

Senta que lá vem textão!


Acabei de Renascer. Isso mesmo; de voltar da morte, de ressuscitar, de reencontrar a vida.


Estar na Conferência Lampião foi a melhor EXPERIÊNCIA da minha vida depois do nascimento da minha filha. Sabe, há alguns anos eu vinha lutando com algumas dores; com um vazio, com uma sensação de não pertencimento, de questionamentos sobre quem eu era. Sobre como eu deveria ser.


Há um ano iniciei um processo de autoconhecimento, de buscar colocar pra fora tudo aquilo que sinto aqui dentro. De conectar meu externo com meu interno. De voltar a me amar. De me ACEITAR.


Depois de alguns cursos, terapia, ajuda e livros, lá fui eu para Campos dos Goytacazes com a certeza de que esse não seria um congresso comum. E de que, certamente, eu não sairia de lá sem respostas.

Muito se falou sobre o temido "QUEM SOU EU?", sobre julgamentos, conexões, sobre técnica, sobre ser de verdade. E a cada palestra a sensação era de reencontro comigo mesma. Era de enxergar além do que se vê e deixar a alma falar.


Caroline Paternostro, Sharon Eve, Thiago Theo, Fernando Borges; apenas algumas das pessoas - as principais para mim - estavam lá como seres humanos e não ídolos. Estavam lá falando sobre erros, dores, medos e descobertas. Sobre como são seres humanos tão frágeis quanto qualquer um de nós. E ter visto pessoas que admiro se abrindo e se entregando de uma forma tão singular, me fez não apenas chorar - o que já era de se esperar...

Vocês, todos, fizeram eu me reencontrar. Fizeram eu me aceitar. Fizeram eu me sentir acolhida, pertencendo, parte de algo. Parte de um grupo de pessoas que acredita no mundo e no OUTRO.


Tiago Lambão com seus abraços e sorrisos tão verdadeiros. Rafael Petroco com sua paciência em me ensinar algo que eu ainda não sabia.


COMPARTILHAR. SOMAR. TRANSFORMAR. ENXERGAR.SENTIR.PRODUZIR.SER.


Se eu saí de casa sem ainda ter certeza sobre quem eu era; não restam dúvidas: voltei tendo certeza de que sou foda. Imperitamente linda e capaz. Sensível e forte. Divertida e chorona. Feliz, aceita e em paz comigo mesma. 

Voltei me amando. Voltei com o que eu precisava; que não sabia, mas que fui buscar lá, no meio de tanta gente igual a mim. Gente que chora, que se questiona, que tem medo, mas que segue em frente. E que coloca, acima de tudo, o coração para seguir pela vida.


Nesses poucos dias, aprendi, ou melhor, concluí, que as respostas estão no CAMINHO e não no fim. E que o ABRAÇO é sinônimo de AGORA. 


RESPIRAÇÃO.TRANSPIRAÇÃO.AÇÃO.SONHO.ANGÚSTIA.MEDO.SORRISOS.LÁGRIMAS.APLAUSOS.PRECONEITOS QUEBRADOS.MULTIPLICIDADE.SER.


Poder ser quem somos é uma benção. Saber das nossas limitações, dar asas aos nossos sonhos. Sermos incríveis mesmo não sendo perfeitos. Aliás, quem inventou essa porra de "ser perfeito"?

SIMPLESMENTE NÃO EXISTE PERFEIÇÃO. 

Não, ao menos, nas coisas materiais, externas.


O que existe é intenção, amor, verdade, sensação, pulsação. São corpos implorando por uma vida leve e feliz ao lado de quem se ama.


Olha! Que ORGULHO fazer da minha vida o meu trabalho e vice-versa. Nesse processo de entendimento tão doloroso que foi me redescobrir, sem dúvida nenhuma a fotografia foi peça chave. Foi a minha salvação. O meu porto seguro. O meu agente transformador. E, sem dúvida, hoje eu sou melhor graças a essa escolha. Graças a fotografia ter me escolhido, me acolhido, ter me feito companhia quando nem eu mesma queria estar comigo.


Sobre a Conferência; as fotos falam por si o quanto foi mágico! Já eu, vim aqui agradecer. Ao universo por ter tido essa oportunidade de voltar pra casa sendo quem eu sou e sem medo nenhum disso.


Fernando Borges, sem você nada disso teria sido possível. Que a vida seja gentil com você e que este seja só o começo de uma transformação coletiva rumo a um futuro de esperanças, sorrisos e verdades.


Obrigada.