Imagem capa - Sobre fotografia documental, preto e branco e algo mais por Teca Avelar Fotografia
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Sobre fotografia documental, preto e branco e algo mais











São dois ou mais assuntos que se misturam. Então vamos lá; vou tentar juntar as coisas sem transformar esse texto em algo sem sentido. rs
Primeiro: hoje eu postei no meu Facebook pessoal uma foto da minha filha com uma de nossas gatas. Essa fotografia faz parte de um projeto pessoal em que eu fotografo a rotina dela na nossa casa. São registros frequentes sobre hábitos, rotina, manias, gestos, pequenos detalhes cotidianos que fazem toda a diferença. Sabem?
Aquele jeito como a criança segura o garfo, a toalha que usa no banho, as brincadeiras e até mesmo as caras, tamanho, medidas e outras questões que mudam tão, mas tão rápido.

Segundo: acabei de deletar meu Instagram profissional. Resolvi há pouco tempo separar o profissional do pessoal, mas não estava curtindo ter mais essa função e, além disso, e principalmente, não consegui dar pra ele a atenção e a identidade que eu quero. Por enquanto. Mas vou juntar tudo num só, estruturar uma ideia e seguir em frente. Eu tropeço, mudo de ideia, mas não desisto, nunca. rs

Aí, esses dois assuntos se juntam em: eu tenho aqui no computador uma pastinha de fotos já selecionadas que tinham como destino o Instagram. E sou apegada, né, gente? E pensei: o que vou fazer com elas?
Algumas vou deletar, claro. Mas fui olhar o que tinha lá e dentre outras, tinham essas; dessa sequência maravilhosa de uma troca de roupa. Em preto e branco, que eu amo. E documental - que volta lá no assunto da minha filha.

Percebem a riqueza dessas fotos? A naturalidade? Os detalhes? - morro com a foto do pezinho dela torto ao vestir a saia.

Aqui em casa tenho diversos momentos com a Sofia em que penso (e às vezes até digo em voz alta) "poxa, queria um fotógrafo invisível aqui pra registrar isso". Pequenas nuances do dia a dia, detalhes nossos que contam a nossa história, nossos hábitos, quem somos, quem estamos nos tornando. E isso é mágico! É lindo hoje, mas tenho certeza que será de um valor incalculável daqui há anos e anos e anos.
Afinal, a vida passa num piscar de olhos. A blusa que serve hoje, amanhã não serve mais, o pratinho que eles usam hoje, amanhã já não existe mais, e como eles crescem? Meu Deus!

Tudo isso é pra incentivar, debater, falar, mostrar, questionar e chamar atenção para esse tipo de fotografia. Um pouco diferente das fotos posadas, dirigidas, com cara de comercial de margarina, elas são muito, mas muito mais expressivas. E têm muito mais significado. E história. E apelo emocional. Sensorial.
É o tipo de foto que eu faço e quero, cada vez mais, fazer.
Não tem carão, não tem sorriso forçado, não tem aquele alguém que queremos ser de vez em quando. Mas sim aquele alguém que somos, mesmo. E nem sempre vemos.

Já pensaram nisso?